AQUARTELAMENTO DE MALEMA:

MALEMA -ENTRE OS RIOS 1974:

Malema era uma pequena cidade  colorida aqui me senti bem onde as luzes policrómas da civilização significava milhares de quilómetros entre mim  o Niassa o Lunho a guerra o mato o capim o esforço e as privações.Mas tal foi verdade eu fiquei por lá durante 17 longos meses onde o sol era mais violento e o céu incomparável mais azul.

Mas os ventos do acaso me empurraram para cá e aqui estive até terminar a minha comissão militar.Naquela pequena cidade eu percorri longas avenidas sentava-me uns momentos numa explanada espreitava  as montras nos bazares para a fruta de orientação.As avenidas eram longas e luminosas existiam pessoas de várias raças  e cores contavam que alguém recem-chegado  de remotas paragens tinham de ir apanhar os olhos a dez metros de distância o que práticamente  todos faziam.E já agora vou falar deste exemplar da fauna circunvizinha quando encontrava um tipo ingrouviado de nariz no ar e kodake na mão em riste esse era um "buef".Felizmente que eles não vinham sózinhos traziam sempre à trela aliás bastante frôxa o indespensável complemento do sexo oposto.Senti-me bem  naquela  pequena cidade onde existia um clube  uma estação dos caminhos de ferro várias e lindas pensões uma admnistração e um aldeamento com várias palhotas  machambas e uma linda igreja com padre onde se praticava o Santo Oficio .Naquela pequena cidade viviam casais  do retângulo continente europeu homens que trabalhavam no setor ferroviárrio Moçambicano.Pois muito bem!!quando nesse clube e nas explanadas havia um elemento decorativo tão agradável aos nosso olhos especialmente quando usavam e abusavam da mini-saia então sim?era completa felicidade mas se elas se distraiam com a reduzida mini-saia o que muitas vezes  acontecia para provocar os jovens militares que tinham acabado de chegar do mato onde estivemos isolados durante 17 meses e privados de ver o parecer.O pobre  cidadão arriscava-se  a sofrer de estrabismo erremediavel para o resto da vida.Nesta grandeza ixistiam mulheres que nunca tinham fumado e nunca tinham ingerido bebidas alcoólicas sentavam-se nas explanadas queimando cigarro atrás de cigarro e ingerido bebidas alcoólicas sem regra.Todos nós tivemos o previlégio de conhecer as Princesas do Indico.🙂

AVENIDA PRINCIPAL DE MALEMA:

CLUBE DE MALEMA:

PENSÃO DE MALEMA:

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE MALEMA:

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE MALEMA:

CLUBE DE MALEMA:

NOITE DE S. JOÃO EM MALEMA 1974:

MALEMA MOÇAMBIQUE 1974:

Em 23 de Junho de 1974 depois de um dia de trabalho na secretaria do aquartelamento de Malema como era noite de S.João desloquei-me ao clube onde encontrei uma vista panorâmica o pessoal  resindente  naquela cidade preparavam uma fogueira para assar sardinhas para festejar aquela linda noite que nós no Lunho era festejada com tiros de G3.

Pouco tempo depois aparece uma viatura no clube para nos recolher e seguir de imediato para o quartel para nos equipar com todo o material de guerra para nos deslocar e socorrer uma povoação  que estava a ser atacada pelos guerrilheiros da Frelimo com armas automáticas e morteiro 61.Chegamos ao destino e aquelas cabeças de cabelo encarapinhado se puseram em fuga.Foi feito o reconhecimento já estavamos habituados a enfrentar grandes palcos de guerra nada nos metia medo.Pernoitamos  na povoação a fazer o patrulhamento e não conseguimos ver o rasto dos guerrilheiros.O dia amanheceu e nós regressamos ao aquartelamento e lá se foi a noite de S.João.😀

ALDEAMENTO DE MALEMA:

ALDEAMENTO MALEMA:

TRANSPORTE DE 29 NOIVAS QUE TINHAM ACABADO DE CELEBRAR O MATRIMÓNIO:

Num domingo de manhã eu estava aínda deitado na minha cama de repente entra na minha caserna o condutor auto António Manuel Coelho Ferreira que trazia ordens do Comandante da Companhia para eu vestir o meu camuflado pegar na minha G3.com as cartuxeiras à cinta para o acompanhar num seviço que o Comandante tinha ordenado.Eu e o condutor Ferreira fomos reqisitar duas caixas de "ração de combate" para o almôço dado que a viagem seria longa.Deixando o aquartelamento para trás atravessei a cidade a viatura entrou numa picada de terra batida com muitas àrvores.Já percorridos muitos quilómetros avistei ao cimo da picada uma pequena capela com padre pintada de branco onde tinham acabado de contraír o matrimónio vinte e nove mulheres aínda muito jovens de raça negra.Saí da viatura comecei a organizar o embarque de regresso daquelas jovens vestidas de branco.O meu camarada condutor pôs  a viatura em marcha de regresso onde o palco da festa já estaria montado para serem recebidas pelos seus maridos que já se encontravam no local.

Chegou a hora do nosso almôço o meu camarada parou e estacionou a viatura mesmo no meio da picada onde o sol queimava!.. as jovens noivas ficaram em cima da carroçaria da viatura enquanto nós ingeriamos mais uma "ração de combate"  encontramos um refúgio debaixo de umas árvores.A algazarra daquelas jovens recem-casadas manifestavan-se e entretanto eu me dirigi junto da viatura e ordenei que tivessem calma que já estavamos de partida.Chamei o meu camarada entramos para dentro da viatura e lá seguimos a grande velocidade  pela picada.Percorridos já muitos quilómetros e o condutor a ver o combústivel da viatura sempre a descer entrámos novamente numa das avenidas da cidade de Malema. 

A CHEGADA DAS NOIVAS AO SEU DESTINO

Ao saír da cidade de Malema encontrei mais uma picada bastante longa cerca de 50 km essa que nos levava em direção ao destino já percorridos os cerca de 50 km encontrei um aldeamento rodeado de palhotas encontráva-se à nossa espera um homem já velho de cabelo encarapinhado branco esse homem era o sr. Régulo que chefiava aquela pequena povoação nos recebeu de braços abertos.Foi feito o desembarque e fizemos a despedida para regressar ao nosso quartel mas o sr Régulo fêz questão da nossa presença naquela linda festa das jovens recem casadas.Eu e o meu camarada fomos bem recebidos pela população comiam bebiam e dançavam e eu a um canto do palco da festa admirando a alegria e a boa desposição daquele povo Africano.Comi carne de borrego e de frango assado na braza acompanhado com cerveja e bom vinho da velha cêpa.Na hora da despedida fomos saudados por aquele povo que nunca tinham visto um ser humano envergando um uniforme de soldado.De regresso ao aquartelamento o chefe  da tribo juntamente com aquele povo nos desejaram uma boa viagem de regresso.

Já com a viatura em andamento e vários quilómetros feitos o meu camarada em jeito de brincadeira me disse a viatura está a ficar sem combustivel vamos ficar no meio da picada fiquei um pouco assustado aínda tinha-mos muita picada pela frente quando vimos um casal de negros seguindo a pé pela picada e nos pediram boleia.O meu camarada colocou o pé no travão da mercedes parou e saíu e os mandou subir para a carroçaria.Percorridos alguns quilómetros e o combustivel sempre a baixar o casal chega ao destino nos convidou para entrar para junto da  palhota tinham uma pequena machamba com um galinheiro nos ofereceram um bom galo a cada um seguimos viagem e eu disse para o meu camarada já temos o jantar garantido.Ao chegar ao aquartelamento o combustivel da mercedes tinha terminado.😀 

RUA EM MALEMA:

O ACIDENTE:

Sem querer alongar mais desejo aqui referir a titulo exemplificativo o quanto estava a ser feito nesta pequena e linda cidade de Malema.

Nesta cidade faleceu o meu camarada vitima de acidente o soldado condutor auto Francisco S. Santos no dia 26 de Junho de 1974 transportava na viatura o Comandante da Companhia e o alferes Carvalho Duarte que tiveram ferimentos ligeiros.Ao saber da triste noticia fiquei muito triste esse soldado condutor auto  sempre que eu tinha necessidade de saír do aquartelamente para ir à cidade à estação ferroviária  buscar o saco do correio ele me transportava.Fiquei chocado com a perda  de um camarada e grande amigo que era o melhor condutor que a companhia auforia.😥

A DESPEDIDA DE MALEMA 30 DE SETEMBRO DE 1974:

Nesta pequena e colorida cidade a 30 de Setembro de 1974 chegou ao fim a minha comissão.Tive que deixar para trás tudo de bom que ixistia senti uma enorme saudade não pude planificar aqui uma coisa em três dimensões nem sempre pude ser eloquente especialmente nesta  troca  de impressões tão demoradas.Eu tinha a plena consciência que alguém do outro lado  do Ociano Indico se encontrava uma jovem que tinha aceitado antes de eu partir para a guerra um compromisso de namoro.Assuntos mais pretinentes e absolutamente inofensivos o que não foi nada fácil.Suponho que ficaram elucidados os meus caros amigos que eu deixei para trás e que nunca nais os ia ver foi para mim muito dificil a despedida mas eu não tinha outra alternativa tinha de embarcar com a Companhia para a Metrópole.

O dia 30 de Setembro chegou e eu tinha  uma pequena mala onde transportava os meus poucos haveres e seguir para a estação  dos caminhos de ferro de Malema para embarcar num comboio que o destino era Nampula.Olhei para trás com os meus olhos rodeados de lágrimas.Despedi-me da linda cidade onde passei momentos bons deixei para trás os meus camaradas de raça negra que me acompanharam no campo de batalha e o povo Moçambicano.Subi para o interior do comboio encostei-me junto de uma janela    relancei o ultimo olhar para a linda cidade  gritei interiormente desejando uma boa sorte.O comboio arrancou a toda a velocidade  e em pouco tempo estava a desembarcar em Nampula.Poucos dias depois viajei num avião até à mesma cidade da Beira onde eu tinha desembarcado no dia 13 de Novembro de 1972.Foi feito o desembarque saí de um avião e em seguida entrei num outro para  trazer de volta para a Metrópole  onde o avião aterrou em Lisboa  no dia 15 de Outubro de 1974.Ali mesmo no aeroporto fiz o meu expólido ali mesmo eu estava livre da vidade de militar.Senti uma grande alegria sabia que a poucas horas eu ia abraçar a minha noiva que muitas saudades eu tinha.😀

AEROPORTO DA CIDADE DA BEIRA MOÇAMBIQUE:

O AVIÃO QUE TRANSPORTOU A C.CAÇ.4141 OS GAVIÕES ATÉ À METRÓPOLE:

AEROPORTO DA PORTELA EM LISBOA:

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